Assuntos Aleatórios e Outros Temas de Envergadura Moral


17/08/2008


Coração Selvagem

Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo no seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo tenho pressa de viver
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida: "Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil;
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela"
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo
Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem
Talvez eu morra jovem:
Alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído
Completará o meu destino, meu bem... Que outros chamam de baby

(Belchior)

--------x---------------x-------------------

Ja cantei essa música...


Escrito por Jal às 10h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/07/2008


MEMÓRIAS DE UMA VÍTIMA (post-mortem)

Sempre pensei que seria mais doloroso. Quase não doeu. Só uma sensação de frio, leveza, dormência.
Demência da minha parte. Como pude levar um desconhecido pra dentro da minha casa?
Eu sei o porquê: desejo. Queria transar, ele parecia tão interessado em mim. Era tão bonito... Deve ser viado, senão teria me comido antes de matar. Ou inteligente demais pra isso.
No bar, tanto carinho e atenção... Eu estava me sentindo tão bem, tão amada...
No caminho, tantos beijos dentro do carro. Os ombros largos, os braços fortes...
A música, aquela que eu sempre quis dançar com um amor. Sempre quis dançar com “O Amor”. Ele era tão cheiroso...
Mal senti as facadas. Só senti mesmo a terceira. Não doeu, senti uma ardência na barriga e o calor do sangue escorrendo. Ele ficou me olhando morrer.
Será que ele se excitou comigo? Por que se masturbou?
É estranho morrer... Não senti dor... a minha barriga ardia e esquentava, o mundo foi ficando distante... Respirar ficou difícil... Me incomodou a sensação de frio, mas logo passou e me senti leve, como se estivesse flutuando, carregada por um anjo... E ele lá, sentado me olhando morrer.
Eu aqui, como uma fantasma, vendo tudo o que se passa. O meu matador, o policial, as pessoas na porta do meu apartamento, me olhando morta no chão. Morrer é sempre assim? Pra onde vou? Ou vou ficar aqui olhando meu corpo o tempo inteiro, olhando as pessoas entrarem e saírem do meu apartamento?
Eu sou burra, não devia ter levado ele para o meu apartamento!
Mas queria transar. Há quanto tempo não transo? Um ano? Mais? Ele era tão bonito... Mas será que não gosta de mulher? Não, ele se masturbou para mim...
Ele olhava nos meus olhos enquanto eu falava, prestando uma atenção que ninguém nunca prestou. O Vinícius não olhava pra mim quando falava com ele. Nem ligava pro que eu dizia. Já foi tarde.
Ele me beijou tão gostoso no carro... Mordeu de leve minha orelha...
Afagava meus cabelos enquanto a gente dançava minha música...
Três facadas. Senti a terceira. Ardeu, senti o calor do sangue escorrendo. Ele sentou no sofá. Bruno? O Bruno sentou no sofá. Senti muito frio, quase uma dor de frio. Sangrei até morrer.
Minha cabeça ficou leve. Está até agora. Estou flutuando?
O policial foi embora, meu corpo ainda está ali. Meu corpo ou eu? Eu estou aqui e meu corpo lá. Eu estou deitada no chão e flutuando aqui. Não estou flutuando.
Porque trouxe o Bruno aqui? Imbecil!
Quero transar com ele. Quero ele em cima de mim. Do corpo morto, de mim aqui flutuando. Não estou boiando.
Ele me achou gostosa. Acho. Gostosa como uma torta de chocolate.
Sua língua estava na minha boca. Gostosa. Vodca com coca-cola. Ele pegou nos meus seios. Eu apertei a nuca dele. No carro, na porta do apartamento, na cama. Não, não na cama. Não transamos.
Tão bom dançar com ele. As facadas na minha barriga, ardendo feito pimenta quente como o sangue que escorria pela minha barriga esfaqueada como uma carne morta por alguém que não gosta e esfaqueia a mulher que leva pra casa dela.
Bruno tão bonito e masturbador...
Meu corpo ali mais não. Eu aqui flutuando. Não, não estou.... Estou flutuando...
Sou estúpida! Eu morri...
O Bruno veio até aqui e me matou. Quero transar com o Vinícius e o Bruno foi embora com a faca na minha barriga, Três vezes. Onde ele está agora?
Beijei sua boca com vodca e coca-cola e limão com cerveja. Não gostei da língua dele. Ele ia transar comigo, no carro ou na porta do apartamento, com a faca na minha barriga e sangrando um sangue quente que escorria pela minha roupa azul e esquentava a música que eu escutei com meu amor. Três vezes.
Estou flutuando...

Escrito por Jal às 10h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

09/07/2008


SEXO COM AMOR

Não esqueço o cheiro dos seios dela. Não exatamente dos seios, mas entre eles. Um cheiro mistura de perfume e suor. Perfume, suor e do cheiro de onde ela trabalha. Perfume, suor, o cheiro de onde ela trabalha e do cheiro da pele dela.
Deliciosa mistura. Quase entorpecente.
Mas os beijos no pescoço eram entorpecentes, me deixando mais que tonto. Onde estariam as minhas mãos nessa hora?
Sinceramente não lembro.
Talvez segurando as mãos dela. Talvez segurando os seios dela. Ou apertando sua bunda e a puxando pra mais perto de mim.
Não lembro.
Os beijos no pescoço me entorpeceram. Droga deliciosa.
Eu a beijei como gostaria. Com força, profundamente, sem pressa de terminar. Forte e profundo.
Não sou mais o mesmo depois desses beijos. Eu sei, eu sinto.
Eu a mordi. Ela riu das minhas mordidas, Riu mas gostou. Mordi seus lábios, sua língua. Mordi seu pescoço, sua orelha. Mordi seus seios, sua barriga.
Mordi suas coxas e o que há entre elas.
Risos e gemidos.
Eu te amo.
Ela me quis todo. Ela quis me sentir.
Senti suas pernas me abraçarem. Senti suas mãos na minha nuca, nas minhas costas.
“Meu homem.” Coisa maravilhosa de ouvir.
Os minutos passam. Os gemidos e sussurros aumentam. As bocas falam coisas lindas e sujas. Sexo e Amor.
SEXO COM AMOR!
O suor nos uniu ainda mais. Nosso suor.
Êxtase!
Há marcas que levarão alguns dias para sair. Outras marcas nunca sairão...
Deitados lado a lado, nós nos olhamos com carinho. Acariciei aquele rosto lindo até ela adormecer na minha cama. Nossa cama.
Não sou mais o mesmo depois de hoje...

Escrito por Jal às 19h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

08/07/2008


MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO

Não consegui resistir.
Havia prometido a mim mesmo que não mataria mais.
Não consegui resistir.
O padre me fez prometer, eu confessei meus pecados; O padre me fez prometer que eu não mataria mais ninguém.
Eu tenho tanta certeza que não vou matar e depois mato. Sinto uma vontade incontrolável, uma ansiedade me toma... E eu mato.
Essa foi a sétima morta. Igual a primeira.
Sinto as mesmas emoções. Euforia quando estou planejando. Euforia quando estou escolhendo quem vai morrer. Prazer de vê-las morrer...
A escolha do “abate”... É a segunda melhor parte disso tudo.
A primeira é ver o olhar delas quando a faca entra. Surpresa e dor. Dor e surpresa.
Adoro vê-las morrer. Ver toda a confiança que tinham em mim ir embora junto com o sangue delas.
Ela me ofereceu a casa dela. Chamou o carrasco pra dentro da sua casa. Era feia, mas gostosa. Se eu não fosse matá-la, valeria a pena transar com ela.
Lídia. Bonito nome. Foi fácil seduzi-la. Ela estava carente, acreditou em mim.
Não devia ter acreditado neste mentiroso.
Sinto minha barriga gelar quando a hora se aproxima. Aparento calma exterior, mas sou um turbilhão de emoções. Imagino a faca entrando macia naquela barriga, deslizando suave... Essa imagem me deixa excitado. Ela deve ter achado que era por causa dela. E era. Mas não como ela pensou.
Dançamos e enquanto eu a beijava, tirei a faca do bolso e a esfaqueei na barriga.
Duas vezes. Não, três vezes. Tapei a boca pra que ela não gritasse e a deixei cair no chão, perto do sofá. Uma sensação indescritível de prazer tomou conta de mim. É ela que me faz matar novamente.
Eu tenho o poder de vida ou morte sobre elas. As vidas delas me pertence.
Levanto sua blusa: gosto de ver o sangue escorrer.
Sentado no sofá, ela ainda me olhava, viva, sem acreditar no que via.
Eu estou muito excitado: me masturbo a vendo morrer, tomando o cuidado pra não deixar nada cair.
E ela ainda viva, me olhando.
O sangue faz uma poça cada vez maior e escorre pra debaixo do sofá. Queria me sujar todo nele mas se fizer isso deixo pistas.
Muito sangue, do jeito que gosto. Escolhi bem o “abate”.
Será que ela tem família? Pai, mãe, irmãs? Será que se importam com ela?
Seria legal matar a mãe e duas irmãs pra ver se sangram diferente. Difícil seria executar. Muita gente só pra mim. Talvez se eu as drogasse... Meu pensamente se interrompe:
Ela morre.
Já se passaram quase duas horas, já está de madrugada, hora de sair. Abro a porta e observo se há alguém no corredor do prédio. Não há.
Desço os quatro andares de escada, saio rapidamente e desapareço na rua escura.
Não quero mais matar, mas sei que vou.

Escrito por Jal às 20h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/07/2008


MEMÓRIAS DE UM POLICIAL

O sangue. Nunca me acostumei com ele. O cheiro... E o grude que fica nos sapatos.
Ele está por todas as partes. Muito sangue. A coitada da garota foi esfaqueada na barriga. Poucas vezes, pelo que noto. Mas o suficiente pra morrer. O assassino se sentou nesse sofá e assistiu a ela morrer.
Não agüento mais essas mortes sem sentido!
Que prazer mórbido é esse que faz um ser humano esfaquear outro e assistir sentado até ele morrer?
Pelo visto não houve estupro... O prazer dele foi vê-la morrer.
Não quero mais trabalhar nisso!
Mas acho que também sou um doente. Não consigo sair desse redemoinho de emoções que é trabalhar investigando mortes. O frio na barriga que sinto antes de chegar a um local de crime me diz isso: um doente! Por mais que tente não saio desse purgatório, onde espio meus pecados e vejo os outros pagarem os deles.
Mais um corpo estendido no chão. Mais uma emoção reprimida por mim. Eu gosto disso. Sou doente, tanto quanto esse matador. Meu coração acelera quando penso nisso.
Três facadas. Faca média. Na barriga. Provavelmente não atingiu nada vital e ela morreu de hemorragia. E ele ali sentando vendo.
Frieza.
Minha também, agora.
Não, mentira! Não estou frio. Sinto meu coração bater forte, a adrenalina aumentar.
Mulher, solteira, não muito bonita. Muito morta, agora.
Ele não deixou nada visível. Nenhuma marca de sapato, nem digitais de sangue. Ela não aparenta ter resistido. Ele a seduziu e esfaqueou. Ela esperava ser penetrada e foi.
Humor negro.
Mantém minha sanidade.
Ou não mantém. Não sou são. Se fosse estaria investigando roubo de carro ou outra coisa parecida e não nesse inferno.
Ele a deixou de lado, levantou sua blusa azul e ficou vendo o sangue escorrer.
Crime muito bem executado. Os vizinhos nada ouviram. Ele deve ter tapado a boca da garota até ela não ter mais forças pra gritar. E aí sentou e esperou. O legista me diz que ela deve estar morta há umas 10 horas.
Provável, ele deve ter saído com ela ontem à noite. Se fosse sábado, só descobririam na segunda-feira. Mas o patrão deu por falta dela. Trabalhadora exemplar, nunca atrasava ou faltava. Não vai mais trabalhar. A não ser no céu. Ou no inferno. Não, deve ter sido uma boa moça, vai pro céu.
Eu vou pro inferno, pagar os meus pecados pelas mortes que causei e pelas que não evitei. Mais uma que não pude evitar. E sei que também não vou conseguir evitar que esse filho da puta mate mais outra.
O sangue dela está em minhas mãos. Literalmente e figurativamente.
Tenho que lavar. Literalmente e figurativamente.
Agora estou pensando em absurdos: se ele não matasse, eu não teria trabalho.
Tenho que sair daqui, não agüento mais esse cheiro de sangue. Estou ficando maluco. Eu sou maluco. Senão não estaria aqui, olhando pra essa moça morta, que poderia ser minha filha.
Preciso ligar pra minha filha. Avisar a ela pra não sair com estranhos.
Não! Ela sabe disso, eu sempre falo pra ela.
Sempre... Quase um mês sem vê-la nem ouvi-la...
Ela deve estar bem.
Sem pistas.
Não vou conseguir acha-lo.
Meu telefone toca: outra morte, agora crime passional.
Ainda bem.
Vou sair daqui.

Escrito por Jal às 20h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

26/06/2008


Bocas Caladas

Fazer analogias e usar figuras de linguagem não é meu forte.
Meu forte é amar intensamente
Intensidade no olhar, no dizer, no querer, no fazer
Fazer a pessoa amada se sentir "A Mulher"
A mulher que é desejada pelo seu homem e sabe
Sabe que ele é dela e ela dele: Os Olhos Os Entregam
Os olhos dizem o que a boca, ocupada, não diz
Ou diz, através de beijos e carícias
Carícias que falam mais que palavras
"Eu Te Amo"...
"Te Desejo Mais Que Tudo"...
"Nunca Me Deixe"...
Em silêncio.

Escrito por Jal às 15h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/06/2008


HULK ESMAGA!!!!!!

Esqueçam aquele filme do Ang Lee. Esqueçam aquele Hulk que parecia uma bola de borracha verde. Esqueçam a melancolia e a sonolência do primeiro filme.
Esse é o Hulk. Recomendo: assistam.
Sou meio suspeito pra falar, principalmente porque o Hulk é meu personagem de quadrinho preferido mas, pra quem gosta de filme baseado em HQ, é um prato cheio.
Vamos lá: estória mais fiel ao original, um Hulk mais real, várias citações de personagens dos quadrinhos, correlação com outros personagens de outros filmes (SHIELD e Homem de Ferro) e, principalmente, PORRADA PRA VALER.
A luta do Hulk contra o abominável é muito boa. Pancadaria pura, do jeito que a gente imagina quando está lendo um gibi.
Repito: assistam.

Escrito por Jal às 19h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/06/2008


Meio do mato

- Conta como foi?
- Vou.
- Onde foi?
- Era lá pras bandas da Baixa Grande. Nequele tempo era mato. Morava pai e filho. O filho tinha 11. O velho era lá pelos 60, viúvo. Era alto. Mais que eu. Era forte, criado no mato brabo.
- E o acontecido?
- Tô contando. Tinha muito bandido por lá. Entravam no sítio dos outros e levavam tudo. Às vezes matavam. Nesse dia eram dois. Ele viu chegar e fechou tudo. Um foi pro banheiro do sítio, daqueles antigos que ficavam no fundo do queintal. O outro tentava entrar na casa. O velho carregou a 12. Dois cartuchos. Um pra cada, sem errar. Ele destrancou a porta de trás da casa e pediu pro menino abrir, quando ele mandasse. O menino abriu e ele deu um tiro no peito do bandido, saiu e pegou o outro ainda se vestindo. Um tiro no peito também. Ele pegou o cavalo e botou os dois em cima...
- O menino viu tudo?
- Viu. Ele pegou e levou os defuntos para a beira do rio. Mas o que espanta é o que ele fez quando voltou.
- O que?
- Em uma hora ele trocou as ferraduras do cavalo, limpou a 12 e o chão, apagou os rastros. Quando descobriram os defuntos no rio, os bandidos voltaram pra onde sabiam que eles tinham ido. Só que agora eram vinte e não dois. Foram no sítio, perguntaram para o velho se ele sabia de alguma coisa. Ele disse que tinha ouvido tiro, mas que não tinha saído de casa.
- E os bandidos?
- Não acreditaram nele. Foram ver o casco do cavalo. Tava diferente do rastro e nem parecia que era nova a ferradura. Serviço bom. E a 12 não parecia usada. Aí foram embora.
- Acabou aí?
- Não, teve mais.
- O menino. O menino viu tudo?
- Viu tudo.


************************************************************************************************************************

Era pra ser um conto a 4 mãos e ter sido continuado, mas...

************************************************************************************************************************

Escrito por Jal às 12h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/06/2008


FORA BUNGA!!!

Alguém poderia me explicar como é que um treinador(?) pode achar que armando um meio-campo com Josué, Mineiro e Gilberto Silva vai ter alguma criatividade? Porra, qualquer iniciante sabe que é preciso ter alguém que saiba sair com a bola e nenhum desses aí sabe. O Mineiro é o melhorzinho, o Josúé é limitadíssimo e o Gilberto Silva tá em péssima fase.
Mas isso é o que se espera desse treinador(?), nada mais.
O Bunga é horrível!
Não sabe nada, nada. Dá vontade até de torcer contra, só pra ver se ele cai. mas como quarta é contra a Argentina, vamos deixar pra torcer contra depois.

Escrito por Jal às 21h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/06/2008


Assim não dá!!!

Primeiro jogo pra valer nesse Campeonato Brasileiro e a gente perde, em casa, pro São Paulo. Falar mais o que??

Escrito por Jal às 18h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/06/2008


VOCÊ TEM SEDE DE QUE?

Ando com um monte de perguntas na minha cabeça, para as quais não consigo respostas. Em um post anterior, levantei um monte delas sobre sinceridade e vou levantar outras tantas sobre várias coisas.
O título do post se refere a uma música do Titãs, chamada Comida, na qual, de uma maneira diferente, eles questionam o que as pessoas querem.
Eu pergunto: o que é necessário para ser feliz?
Ter dinheiro ajuda, mas é tudo? Pra mim não é tudo, mas é importantíssimo.
Ter saúde ajuda, mas é tudo? Pra mim é fundamental, mas também não é tudo.
Ter um amor ajuda, mas é tudo? Acho imprescindível! Mas e se eu viver doente ou não tiver dinheiro nem para pegar um ônibus para vê-la?
Talvez a felicidade seja a junção de vários fatores, nos quais os três acima são fundamentais. Mas há um componente não analisado ainda nesta equação: é da natureza humana ESTAR insatisfeito. A humanidade só progride por causa dos insatisfeitos, que querem mudar a realidade ao seu redor.
Quantas pessoas nós conhecemos que, aparentemente, têm tudo, mas que parecem estar em uma eterna busca? Na minha opinião, estar insatisfeito é condição primordial e essencial da natureza humana. A satisfação é estado transitório ou permanente apenas naquelas pessoas que já realizaram muito e estão esperando somente a morte.

VOCÊ TEM FOME DE QUE?

Escrito por Jal às 20h50
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

SOBRE A CONDIÇÃO DE PAI

Lembro que demorou um tempinho até cair a ficha de que eu era pai. Isso só aconteceu quando meu filho começou a me chamar de “pai”. A relação pai/filho é muito forte! Quando o vi pela primeira vez, minutos após nascer, aquela coisa branca, com cara de joelho, chorei. Não lembro o que eu pensei, nem direito o que senti, mas lembro que chorei.
É uma coisa maravilhosa ser pai! Ver sua criança se desenvolvendo, aprendendo, fazendo perguntas que às vezes você não sabe como responder e às vezes você não quer responder, mas tem que responder. Sentir o carinho dele para com você, mesmo quando você não deu a atenção que ele merece e precisa.
Nós projetamos nos nossos filhos nós mesmos. Queremos que eles tenham nossas virtudes e não possuam nossos defeitos. Educar é uma arte na qual o artista vive andando no fio da navalha, vive andando na corda bamba.
Dizem que amor de mãe é o maior amor do mundo. Pode ser. Mas para aqueles pais que amam de verdade os filhos, não existe amor maior que o amor de pai.
Hoje não estou tão perto dele quanto gostaria de estar. Tenho medo do efeito que minha ausência pode fazer na educação dele. Não o vejo todo dia, mas o tenho comigo o tempo todo, dentro do meu coração.
GABRIEL, TE AMO!

Escrito por Jal às 20h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

SINCERIDADE

Parece que haverá um assunto recorrente neste blog: sinceridade. Tenho tido debates internos constantes sobre como, quando e porque ser sincero.
Uma amiga minha disse a seguinte frase, que não me sai da cabeça: “muitas vezes, o mais importante é COMO você fala e não O QUE fala.”.
Tenho pensado nessa frase constantemente e me indagado se é isto mesmo ou não. Até agora, tendo a concordar com ela.
Outras questões: é preciso ser sempre sincero ou há ocasiões nas quais é melhor mentir (ou omitir). Ser direto demais é qualidade ou defeito? Ou está em uma zona cinza, na qual não se pode dizer o que é bom ou mau? A verdade, muitas vezes, machuca. A mentira também machuca. O que machuca mais? No trabalho, é melhor ser direto e verdadeiro ou ser ‘político’? E nos relacionamentos pessoais? O que as mulheres querem ouvir de um homem? Uma frase direta e objetiva ou floreios?
Mas, porque ser sincero? Será que o mundo não é dos mentirosos? Não tenho tido experiências muito boas com falar a verdade. Na maioria das vezes em que fui extremamente sincero, levei na cabeça. Mas não tenho a menor pretensão de mudar!
Não quero tentar responder aqui a nenhuma dessas questões, simplesmente pelo fato de não ter respostas para elas.

Escrito por Jal às 20h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

MUDANÇAS

Não funciona mudar funções sem mudar estrutura. As coisas terminam voltando naturalmente ao que eram antes da mudança. Isso é fato!
Já cansei de ver mudanças nas quais as pessoas continuam na mesma posição e depois de um tempo voltam a fazer o que faziam.
Comecei pensando nisso como um conceito válido para o trabalho, mas terminei ampliando e acho que este é um conceito que vale pra vida também e não só para o trabalho.
Quantas vezes já ouvimos promessas de mudanças, inicialmente cumpridas e que depois se tornam palavras vazias, promessas não cumpridas?
E, nessas oportunidades, houve uma mudança estrutural? Normalmente não há. Mudar estrutura é muito difícil, muito trabalhoso. Nem todo mundo quer fazer. E daqueles que querem, nem todos conseguem.
A resistência à mudança é inerente à natureza humana. Se eu estou confortável (ou em alguns casos, suportavelmente desconfortável) pra que mudar? Mesmo a mudança podendo trazer benefícios futuros, pra que mudar?
Mas essa resistência é entendível: é preciso CORAGEM pra mudar. É dar um passo no escuro, um salto de fé. Nem todos conseguem, mas para aqueles que conseguem só posso dar PARABÈNS.

Escrito por Jal às 20h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

MULHER NÃO GOSTA DE SINCERIDADE

É comum ouvirmos de mulheres que a sinceridade é a principal característica que elas admiram em um homem. Mas será que é verdade ou elas estão sendo insinceras?
Uma pergunta deve estar passando pela cabeça de quem está lendo este post: mas porque o autor acha que as mulheres não querem homens sinceros?
Imaginemos a seguinte situação: sua esposa/noiva/namorada compra um vestido caríssimo, passa uma tarde no salão de beleza fazendo unha, cabelo, maquiagem e etc. Mas quando você a vê produzida percebe que o vestido ressalta a barriguinha dela e que a produção ficou exagerada. Diante de uma simples pergunta “como eu estou, amor?”, qual é a resposta que ela quer ouvir?
Pois eu respondo: ela não quer sua sinceridade e sim que você minta pra ela CONVINCENTEMENTE. A sinceridade, nesse caso, seria o fim da noite (ou o fim do mundo).
A maioria dos homens tem a mania de falar a verdade quando não pode. Confesso que padeço desse mal.
Mentir convincentemente é uma arte para poucos. É como encontrar batom na cueca e inventar uma estória tão absurda que soa verdadeira. Não é para todos! E acrescento que não existe ninguém no mundo 100% sincero. Existem aqueles que mentem pouco. E existem aqueles que mentem bem!

Escrito por Jal às 20h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Histórico